Voltando pra casa, após um exaustivo dia, olhava-se no espelho do carro e se achava engraçado, sentia vontade de rir, deliberadamente, tudo bem se os outros o achassem doido, mas ria. Ria das coisas que sentia, havia passado dois meses do rompimento e Menosqueu sentia-se ele, simplesmente ele, ria disso. Ria da lembrança daquela “magnífica” frase dita por Queróvida: -“...Isso é ridículo..” E de fato era. Gargalhavam no carro que mesmo sem conversar com ela, sabia de todos os horários, gostos, combinações de cores, músicas que ela gostava. No caminho continuava rindo das coisas que perderam a razão de serem. Por exemplo. O simples ato de assistir TV. Aquele aparelho tinha perdido a razão de sua existência, bandas musicais, que para Menosqueu agora as letras não diziam nada com nada, mas antes eram como filosofia de vida. Chegava à conclusão de que as cordas nunca soavam da mesma forma duas vezes, poderia soar um som quase igual, mas nunca o mesmo. O que contava era a disposição para tocá-las. Chegando a casa, ainda sentia vontade de rir, mas isso foi cortado pelas dúvidas no seu coração, ao ver as fotos dela sem querer(as tais ele tinha guardado bem guardadas, mas escorregaram de cima da estante), nelas ela parecia feliz. Seria possível alguém mentir sobre a felicidade? Ou até mesmo enganar-se? Do tipo: “Ai! Pensei que eu era feliz! Não para Menosqueu não, não havia essa hipótese, respirou fundo e disse-se mais uma vez: - Apenas acordes, mal tocados!
Para Menosqueu, não existiam aqueles clichês que diziam coisas como: - Se for amor de verdade, ela vai voltar! Ou – Se não aconteceu, é porque não era para ser!
Isso sim era ridículo para Menosqueu (riu novamente). Para Menosqueu poderíamos perder fazer as coisas do modo errado sim, mesmo gostando muito do que fazemos e quando se trata de pessoas, teorias podem ou não se aplicarem. Mas de todos os modos ele tinha de escolher uma corda para tocar. Infelizmente só escolhia as cordas erradas. Tudo isso era engraçado para nosso protagonista. Pois ele amava Queróvida, isso ninguém poderia negar, mas a perdeu, pois fez coisas absurdas. De tão trágico se tornava hilário aquela história toda. O soar da campainha quebrou aquela linha de raciocínio. Foi atendê-la. Era Batista, com seu cigarro fedorento e suas roupas amassadas. Menosqueu o convidou para entrar. Ele entrou, foi direto ao bar daquele apartamento, elogiou a vista que Menosqueu tinha do pôr-do-sol enquanto enchia um copo com uísque a lá cow-boy. Sentou no sofá e disse:
- Bem, Menosqueu andei pensando no que você me disse e o que você pensa rapaz é muito audacioso, e, além disso, gerará polêmica e ainda mais, gerará retórica. Você tem certeza das coisas que você tem para divulgar ao mundo? - Perguntou dando uma baforada de cigarro.
- Ten... – Tentou dizer Menosqueu.
- Pois bem – cortou a fala de Menosqueu – Precisamos organizar toda essa linha de raciocínio.
O que é reconstrução emocional?
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A reconstrução emocional é o processo voluntário de restaurar a identidade,
a autoestima e a estabilidade psicológica após um período de grande
desgaste, c...
Há uma semana