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Menosqueu e seu coração, num mundo onde tudo podeacontecer.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

....(para descontrair)...


Olá pessoal! Há quanto tempo não coloco um "para descontrair" aqui né ?
Bem, Perguntas? Algumas!
Uma menina, semama passada me indagou sobre a presença de Queróvida no livro.
Peço para que ela aguarde, afinal previ o final para o 45, não foi?
Eu de fato não sei o que vai acontecer, respondi para a moça não ser preciptada, não é promessa! Veja bem, mas o mundo dá voltas, ma amie !
OBS: Tenho percebido a presença cada vez mais de mulheres nesse blog , =D
OBRIGADO MULHERADA ! (rs rs rs)

(30) O dia em que Menosqueu rompeu suas cordas.

Quase sem gasolina no carro, Menosqueu não se conformava, não queria ir para casa. Passa perto de Leofis, seu irmão, há muito tempo não o visitava, só se encontravam pelas ruas do complexo empresarial onde trabalhavam, afinal a empresa era herança dos pais de Menosqueu. Mas acontece que a empresa foi subdividida em vários segmentos, Menosqueu se especializava em um, enquanto Leofis em outro. Não se viam muito, apenas se falavam e muito formalmente, quando havia reuniões da grande cúpula da empresa.
Parou o carro em frente a grande casa de Leofis, uma casa belíssima, em estilo norte americano, com a frente e a entrada da garagem bem iluminadas e com certeza dentro daquela garagem havia mais de uma carro. Menosqueu parou em frente ao grande portão e tocou o interfone. Uma voz de mulher atendeu:
- Quem é?
- Pamlena ? – respondeu Menosqueu com outra pergunta.
- Quem é? – Não se modificou a voz do outro lado.
- Menosqueu.
- Nossa Menosqueu, quanto tempo... Já estou abrindo- Disse a voz afastando-se do telefone.
Ele entrou com o seu carro popular e estacionou perto das coleções de Leofiz. Mavericks e mais Mavericks se estendiam pela cumprida garagem. As escadas eram com um corrimão mais detalhado que uma porcelana chinesa, alias porcelanas chinesas e japonesas faziam parte da sua decoração. Chegando à sala estava Leofis e seus filhos. Leofis como de costume analisando suas moedas raras. Levantou-se e deu a mão a Menosqueu dizendo.
- O que te traz aqui, meu irmão?
- Nada só não queria ir para casa – Não mentiu Menosqueu.
- Precisa de algo? – Perguntou Leofis.
- Não, não só vim visitá-lo mesmo, saber se esta tudo bem com as crianças, desde o aniversário deles que eu não os vejo ( eram gêmeos).
- Ah, sim, muito tempo mesmo, mas se você estiver precisando de alguma coisa sabe que eu posso te ajudar. – Insistiu Leofis.
- Não, obrigado só foi pela visita mesmo, não posso sentir saudades do meu irmão?- Tentou mudar de assunto Menosqueu.
- Ah! Que bom que sentiu saudades, há tempos não o vejo, pensei que estava em apuros, Alias você nunca teve responsabilidade e eu com tudo que eu tenho sempre te ajudando.
Menosqueu novamente tentou mudar de assunto:
- Oh! Só vim visitá-lo, não receber criticas!
- É de fato você nunca soube ouvir criticas mesmo, desse jeito não vai chegar a lugar algum, ainda mais com essas roupas.
Menosqueu não entendia mais nada daquela conversa, nunca ligou para roupas, desde que ele se sentisse bem dentro delas, não entendia onde as vestes de Menosqueu se encaixavam nisso tudo. Ainda não contente Leofis continuou:
- Além do seu carro, como um dono de empresa pode andar assim? E empresa essa que por varias vezes você quase faliu, se não fosse o Sr. Luis reerge-lá!
Menosqueu irritadíssimo já fez caras e bocas e perguntou:
- Mas porque Leofis? Tudo isso?
E ele perdendo as estribeiras respondeu:
-Pois você não passa de um irresponsável, Menosqueu, eu sou Livre docente da minha universidade e você o que é?
Menosqueu já tinha entendido tudo naquele momento, reparou no anel de titulação no dedo de seu irmão:
- Já sei do por que disso tudo! - E se virou, mas nesse momento, infeliz momento, Menosqueu desastrado, esbarra na tabua de moedas de Leofis e elas vem ao chão, espalhando –se pelo piso de mármore polido. Leofis num acesso de raiva grita em meio a sala:
- Seu lazarento irresponsável!
Menosqueu não gostou do insulto e falou:
- Hey, Leofis...
Cortou leofis:
- Fez de propósito! Irresponsável!
Menosqueu, sentiu-se horrível e em uma argumentação cretina, e no mesmo tom alterado de Lofis gritou:
- Não sei o que acontece com você, mas eu não tenho nada á ver com isso! Você não pode definir, prejulgar ou até mesmo avaliar pessoas! Você não é ninguém para isso!
Nessa hora Pamlena entra na sala assustada e Menosqueu aproveitou a ocasião para ir embora dizendo:
- Pamlena, por favor abra a garagem que sairei e não quero mais vir aqui ou falar com alguém dessa família. Esse não é meu irmão, ele morreu para mim!
E desceu as escadas ouvindo os berros de Leofis pela sala ainda. Pegou seu carro e saiu em disparada pelas ruas daquele nobre bairro.
Parou em qualquer lugar e como de costume mergulhou dentro de si novamente.
De fato aquele não era seu irmão, a ambição subiu aos seus pensamentos. Como? Ele não sabia, mas não daria para conversar com alguém que subia em cima das pessoas só por ter uma titulação ou um cargo a mais. Ele não tinha atitude sobre a vida dos outros. Menosqueu não sabia lidar com pessoas assim e realmente, não queria vê-lo mais. Era agora, realmente sozinho, não havia nada que o ligasse a essa terra, os amigos de Menosqueu seriam sempre seus amigos em qualquer lugar do mundo. Aquela discussão idiota definiu muitas coisas na sua cabeça, mas que deveriam ser melhor esplanadas. E seriam ditas, ou tocadas no momento certo, mas já haviam sido decididas. Agora Menosqueu não tinha dúvida que só poderia contar com ele mesmo para resolver suas coisas. Decidiu voltar para casa, agora sim estava com sono:
- Chega de idiotices por hoje! – Disse para ele mesmo.
E realmente era muita coisa errada para um dia só. Era melhor ele serenar seu coração com uma bela noite de sono.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

...(Blogs de Aluguel)...

Não tem como não comentar a reportagem da revista IMPRENSA deste mês, que exibe uma reportagem sobre blogueiros. Toda a discussão é trabalhada num assunto que andou rolando pela Internet, em que nove blogueiros receberam uma geladeira com uma entrada USB, onde dentro havia uma amostra do novo produto I9 da Coca-Cola. Bem todo o causo se deve a outros blogueiros criticarem isso tudo, dizendo que blogs não são mídias para que as marcas divulguem seu produto. Blog é uma fonte critíca de informações, um lugar onde se busca repertório, e iria além, diria uma fonte de inspiração.Bem, não vejo nada contra, empresas criarem seus blogs (coisa comum hoje), mas usar blogs como uma simples mídia, é banalizar as idéias nele constatadas. Não estou aqui para criticar os nove blogueiros que aceitaram o polemico ”mimo”, critico a idéia de “formidável” dos mídias em verem os blogs como apenas mais um meio. Um blog não é um jornal onde se vendem as colunas, linhas e espaços. Um blog não precisa da mídia para viver. Também não critico quem ganha dinheiro com blogs, não há mal nenhum nisso, mas sim o canibalismo dos mídias que não perdoam nada. Será que falta espaço na Internet, por isso que os responsáveis pela mídia das agencias estão apelando? Com certeza não, esses canibais querem consumir quanto o máximo possível de mentes, sejam elas na Net ou no mundo concreto. Não é certo alugar blogs para divulgar a marca. Isso é falta de criatividade para promover, é falta de capacidade de falar e criticar eles mesmo é se aproveitar das idéias pessoais, ou não pessoais, tanto faz para mostra-se ao consumismo. Há tanto lugar onde se possa divulgar-se, Existe tanta mídia, que os simples blogs poderiam ficar ilesos dessa. Bem, fica ai um breve comentário sobre a matéria da revista IMPRENSA, desse humilde blog, lido por poucos.

...(Desculpa meu amigos pelo o que eu disse)...

Bem, esse é um post vitimizado, sim !
Bom, primeiramente, desculpe-me pelo atraso, mas infelizmente meus horarios sairam do controle essa semana e com certeza não postarei na data combinada essa semana também.

Em segundo lugar, peço que me perdoem sobre os capitulos de Menosqueu, bem ainda não decidi o que farei com ele, creio que ele esteja perdendo seu encanto, ou eu que estou perdendo a vontade de escrever sobre ele. Não sei ainda, mas prevejo o final dele por volta do capitiulo 45. Bem, não era pra ter fim, mas me ensinaram que tudo, mas tudo mesmo, tem um fim.

E por último, mas não menos importante, peço desculpas para alguns leitores que ficaram indgnados com o post da semana retrasada, não quiz ofende-los, era só para dar um requinte ao texto. ( brincadeira =D ) Minto era para que se indgnassem mesmo, era para que se revoltassem com isso. Mas confesso que apesar da leitura de vocês, receio em falar sozinho.

abraços ..
Separaprapensa

...(Ode para um idiota)...

Ò, meu irmão como és sujo.
O que me dizes és engraçado
Estais falando que és melhor ?
Que absurdo!

És doente por sua prepotência
E não acreditas?
Por que ri de mim e me chama de incapaz
O que de melhor você faz?


Não é Jesus, que por nós sofreu.
Muito menos te louvo como um deus
Sua prepotência é seu calvário.
Toda a minha admiração
Enfio no teu rabo

Junto com o que pensas
Lembre-se, não preciso de você.
Se te ajudo é por que antes te amava.
Agora, só terás de mim a força armada.
Dos meu dizeres que te corroem como
a doença que você tem
Sua prepotência

...(Palavras sobre a prepotência)...

Dizer palavras bonitas, ter titulação, ou até mesmo resolver alguns problemas corriqueiros, não é ter eficiência no que faz, muito menos reuniões dão a habilitação para que as pessoas sejam, ou se achem superiores as outras. Nada disso dá ao direito de gritarem com as outras de ofendê-las. Não há espiritualidade no mundo que de condições suficientes para que alguns menospreze outros perante á indivíduos. Quem são os humanos para definir a capacidade de outros, inteligência ou até mesmo definir valores? ” Do pó viemos e para o pó iremos”. Assim foi dito. A necessidade de auto-afirmação é capaz de subir pela cabeça das pessoas? a Sensação de poder (ilusória, diria) é tanta para que haja a discórdia e subtração da auto estima alheia, por um simples desentendimento? Não existe problema pessoal que justifique essa pergunta. Isso pode levar a pessoas á não mais se falarem, faz o respeito ir ao limbo e por lá ficar. Não há mais essa palavra, “respeito” quando a sensação de poder sobe à cabeça. Voltando a falar sobre auto-afirmação, ela é fielmente dependente da fragilidade, segundo teóricos, ela vem da necessidade de que as pessoas se sintam melhores que as outras, antes que outras questionem sua capacidade. Que não é nada certo, pois não se é senhor de ninguém para que haja questionamento da capacidade. Isso, o questionamento, gera ofensa, que gera baixa estima, que geral conflito e o conflito é o principio do caos, Será difícil às pessoas entenderem que não há pensamento correto. Já dizia um filosofo, cujo nome pouco é importante: Só sei, que nada sei! Nunca se ouviu alguém falar: Só sei, que sei de tudo! Ou: Só sei que, sei mais do que você! Lembre-se que idade não tem nada a ver com isso, nem o empirismo, Tudo que há, são experiências diferentes, não melhores. Jogar, escarrar na cara de alguém que ele é incapaz, não é ser melhor, nem mesmo inferir coisas sobre fatos e prejulgá-los e concluir faz disso um ser melhor pessoa, ou mais capaz que outras. A conclusão será sempre a mesma: “Eu, e somente eu, tenho a razão, pois sou melhor do que você, são minhas conclusões, não há sua versão, só existe uma visão, a minha visão, toda a visão superior, por que eu tenho problemas e eles são piores que os seus, logo a razão superior é minha” Este é um modelo básico do que se é pensado em frações de segundo antes de despejar sua “santa superioridade”.
Pessoas assim não se devem dar ao luxo de serem sociáveis, de serem ouvidas, morreram na própria prepotência. São doentes e não percebem, todo o mal acontece com elas, pois elas atraem isso. Uma coisa atrai a outra. Nunca se deve falar com pessoas assim.
Bem, passei esse tempo todo sem me pronunciar nesse texto, mas agora não tem como fugir da primariedade da pessoa. Não ouso trocar argumento com esse tipo de pessoa, seja ele quem for. Como já disse antes, ela não percebe que é igual, que a pólvora de uma bala pode corroer a vida dela assim como de todas as outras. Que ele não é nada á não ser pó.
Não argumento com pessoas assim, pois elas atraem doenças, atraem o fim, Não quero o fim. Minha capacidade deve ser provada para mim e somente isso. Ninguém além de mim pode falar da minha vida, da minha capacidade e muito menos da minha responsabilidade. Isso não o faz ser diferente, pelo contrário a faz fazer parte do senso comum. Termino essas palavras com um poema que resumirá tudo que penso.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

..(desculpe, mas não postarei nada hoje)...

Bom, se alguém no mundo tem algum apreço por esse blog ( receio estar falando sozinho), peço desculpas hoje , pois não postarei.
O motivo?
Não sei talvez o frio, o clima, o nojo, ou até mesmo a burrice tenha me afetado por hoje. Talvez minhas referências estejam caídas, velhas e ultrapassadas.
Talvez eu tenha caido na real, de que eu não levo jeito para isso mesmo.
Ahhhh já sei ... Criatividade acaba ? Pode ser isso também, assim como a paciência.
Poderia jogar uns textos de alguns amigos aqui, mas resolvi ser sincero com vocês ( ou com ninguém).
Mas é isso, hoje só um breve comentário, que não comentar coisa nehuma e muito menos dar explicação para a falta de postagem de hoje. Enfim, não haverá mesmo.
Poderia enrolar vocês dizendo que a simulação do Big Bang é prioridade, enquanto a fome e a pobreza africana corroe nosso irmãos. Poderia comentar sobre as pessoas que falam tanto de Deus e Jesus Cristo, mas fazem as coisas erradas de todo os dias. Quem somos nós para ensinarmos sobre Deus, matamos seu filho, único filho, nosso senhor ( Original essa frase, não ?). Poderia falar sobre os universitários, que agem como se estivessem na quinta serie. Mas seria a mesma coisa, nada mudaria. Seria mais um Bbog, dizendo mais uma coisa, que as pessoas diriam: " - Nossa muito bom seu texto!" E acabaria ai, a próxima postgem chegaria, e o aquele texto maravilhoso todo idealista seria só mais um.
Por isso meu silêncio, ou minha postagem em branco, pode ser um grande protesto ou só mais uma postagem em vão.




















Eis o Vão !





























Bom, resumindo, não postarei nada hoje.
Abraços.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

(29) A última homenagem à um amigo

A semana tinha começado com um ar mais leve, se via o sol brilhando para Menosqueu. As Histórias que Menosqueu escrevia estavam indo muito bem, Explorê estava adorando as trapalhadas do Leandino nas histórias mais estranhas possíveis. Tais não eram uma coisa continua, tinham capítulos curtos com a temática imaginaria. Nas histórias as coisas aconteciam do nada e Leandino sempre se dava mal. Eram divertidas, mas com um fundo moral bem presente, dizia tudo que Menosqueu precisava dizer. E era realmente baseadas nas reais histórias do próprio Menosqueu, ninguém precisava saber disso, muito menos Internero. Em sua empresa, Menosqueu tentava revisar os textos escritos na madrugada anterior e mandava por e-mail pontualmente ao meio dia de cada dia.Inevitável era pensar em Queróvida, pensando no acontecia naquele domingo. As perguntas que invadiam sua cabeça eram a respeito dele, mas infelizmente ele já sabia responder, eram perguntas do tipo: - Será que eu estou me tornando um insensível? – Será que vou viver procurando uma pessoa em outros corpos, em outras vozes? – Será isso a conseqüência da canção mal tocada?Sabia ele que a resposta para tudo que ele perguntava era sim, mas custava a acreditar nisso. Tinha de provar para ele mesmo que as coisas iam ser assim agora. Balançou a cabeça e continuou montando o e-mail que dali a instantes seria mandado para Batista.Em sua caixa de entrada havia uma mensagem de alguns dias atrás de um endereço desconhecido. Pensava que a principio era algum tipo de vírus desses mandados por e-mail ou coisa parecida. Mas resolveu correr o risco.O abriu, era de uma pessoa desconhecida dizendo que uma cara, em coma alcoólico foi achado com o endereço dele no bolso, que esse cara estava em um hospital publico no centro da cidade. Ele respondeu a mensagem perguntando como essa pessoa tinha descoberto o e-mail dele. Enviando tudo que havia de enviar, Menosqueu pediu para que o motorista o levasse para o local designado no e-mail.No Hospital Central, Menosqueu chegou à secretaria e perguntou sobre Collegazo, só poderia ser aquele seu velho amigo. A recepcionista procurou o nome dele, Felicius Collegazo, nada constava. Mas constava uma madruga anterior ao e-mail a entrada de um indigente. Nas mesmas condições de seu amigo mendigo.Mas havia uma surpresa, o óbito, que foi constatado as sete horas da manhã do outro dia.A culpa deu a mão para Menosqueu, naquela hora se sentiu péssimo. Como? Perguntava-se, Pereira o motorista, apoio a mão no ombro de Menosqueu assim que percebeu que ele desabaria em lagrimas. E assim aconteceu. Cinco minutos incessantes de lagrimas. Quando recuperou o fôlego Menosqueu conseguiu fazer os tipos de perguntas de praxe quando essas coisas acontecem. E descobriu que seu grande amigo teria morrido de cirrose hepática e sua cova estaria no cemitério vertical da cidade, no estremo oeste.Infelizmente era longe. Voltou para empresa, não se concentrou a tarde inteira, saiu mais cedo. Foi direto ao cemitério vertical, onde se enterravam os indigentes. Pensava durante o caminho: “Indigente?” Que homenagem era essa para talvez o homem mais inteligente do mundo, talvez o único que tenha descoberto o que muitas pessoas passaram a vida estudando.Não merecia morar eternamente num cemitério vertical.
Enfim, chegou ao local do sepulcro eterno de Collegazo. Encontro a Sepultura de número 050608. Pôs a mão sobre a parte cinza do cimento já seco. Desejou uma boa viajem. E como uma última homenagem, com sua uma caneta começou a marcar aquele cimento moldável com as inscrições que diziam:“ Morre aqui, o homem que mais viveu na vida, aposto que ele está sorrindo agora, e não se arrepende de nada. Obrigado, amigo vagabundo, por em somente uma conversa, me ensinar como deve ser a vida”
E se foi, com lagrimas nos olhos. Não sabia onde ia. Só não queria ir para casa.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

...( A diferença do amor dos poetas.)...

“Achamos o sublime apenas uma vez na vida e nada mais”, deduzem os poetas. Os poetas amam como as inscrições atrás de crachás de identificações que dizem: ”está identificação é pessoal, única e intransferível” isso caracteriza um poeta. Um poeta ama assim como escreve, ou seja, jamais as palavras soarão duas vezes no mesmo texto com o mesmo sentido. Falar de amor com um poeta é algo tão complexo que se torna indefinível por palavras, sim poetas não escrevem o amor, assim como ingleses não sabem falar sobre saudade. Os escritores são os únicos que falsificam o amor, falsificam no intuito de substituírem o que sente. Os poetas são grandíssimos mentirosos, na verdade a busca incansável pelas palavras que definam o amor machuca as outras pessoas. Os poetas são egoístas ao extremo por isso, não sabem enxergar o fim. Alias, será que são eles que não enxergam o fim, ou as pessoas normais que sempre vêem fim nas coisas? O cara que escreve, falsifica todos os dias uma dessas carteirinhas que define o que é amar com cada coitadinha que encontra nas andanças pela vida. É capaz até de dizer que ama, mas jamais conseguirá escrever isso. Não consegue nem quando ama de verdade! O grande objetivo de todos os poetas desse mundo é encontrar palavras que traduzam isso. O homem que dominas as palavras, de fato não domina suas emoções. É fraco e insensível. O homem que domina as palavras domina tudo na vida, menos quando se fala de amor. Podemos crer que poetas às vezes não sabem o que é amar. Bom, ainda bem que não sou poeta, sou um redator da vida. E sei muito bem que o amor não é tão complicado assim. É você estar com as pessoas até quando elas lhe convêm. Como redator do mundo, com uma poesia comercial, sei muito bem que quando as pessoas se enchem das outras, elas seguem sua vida. “Até onde me agrada” , assim é que as pessoas pensam. Como em um mercado, amam até quando lhe oferecem condições de pagamento melhores. Enquanto poetas vivem no mundo da lua, eu analiso as pessoas. Sim, acredito no amor, mas como uma troca hoje, assim como poetas, acredito que o amor seja egoísta. Talvez, eu algum dia na vida tenha amado como um poeta, alias, um poeta fracassado. Talvez eu tenha encontrado o sublime algum dia da vida, assim como um escritor de poesias, mas como eles, não soube equilibrar. Ainda bem que não sou poeta. Sinceramente, não sei qual o jeito certo? Amar como poetas, ou como as pessoas no dia de hoje? Mas mesmo assim agradeço todos os dias por eu não ser poeta. Poetas são pessoas complicadas, estranhas e que amam, que por amor são capazes de se afastar das pessoas que amam. Onde é que já se viu, alguém amar nos dias de hoje? Se alguém, algum dia encontrar algum poeta, dê meu e-mail para ele. Adoraria conhecer um! Mas não me importa esses tratantes que se acham poetas da atualidade, cheios de definições para o amor. Esses são falsos. Quero conhecer aqueles que você pergunta algo sobre o que é amar, eles enrolam para responder. Quero conhecer poetas que amam e não saibam explicar. Pois graças a Deus eu não sou poeta.