Como toda história de princesa que usa vestido e coroa de brilhantes vai começar com “era uma vez”, mas o desfecho dessa história só dependera do modo que você a olha!
Princesa Cacau, no seu quarto, protegida por enormes soldados, se sentia presa, pois não podia passear pelo seu maravilhoso reino de chocolate, onde tudo era de chocolate. Havia um chafariz onde jatos de achocolatado jorravam fazendo desenhos no ar. Rosas de chocolate davam um certo requinte ao seu reino! Sem falar do rio de chocolate...E da ponte, e das estatuas, sem contar a cama, as escadas, quase tudo era feito de chocolate no seu reino. Princesa Cacau tinha um colar de chocolate cujo pingente era um coração de chocolates com diamantes. Tal relíquia já havia quase sido roubada varias vezes. Princesa Cacau prometeu entregar o pingente ao homem que merecesse seu coração. Já tentou dar varias vezes a vários príncipes lindos, feios, super ricos e de reinos mais humildes, mas sempre o tomava de volta. Nenhum deles o merecia.
Cacau era enclausurada desde o começo do ano, pois uma gangue de gafanhotos malvados ameaçou na praça da cidade de chocolate a roubar aquele pingente no qual estavam todos os sentimentos da bela princesa.
Um certo dia a ameaça se concretizou numa tentativa muito eficaz de roubar o colar. Mas Cacau gritava tanto e se debatia no seu quarto maravilhoso, bem organizado e de chocolate também, que os malvados gafanhotos resolveram leva-la junto com o colar, ou seja, o assalto havia se tornado um seqüestro.
Dom Crocante, seu pai desesperado pelo rapto de sua filha convocou os melhores príncipes e os maiores cavaleiros do reino.
Essa noticia correu pela bela cidade e chegou aos ouvidos de um pobre poeta que passava os dias escrevendo sobre amores platônicos. Bem, mas chegou aos ouvidos dele com um toque diferente, todos naquela cidade gostavam de sacanear o jovem poeta Menosqueu. Disseram que no reino de Dom Crocante estava tendo um concurso de poesias, onde a recompensa seria uma fortuna em ouros, dada em troca da melhor poesia, quando na verdade a mão da bela Cacau seria entregue á quem resgatasse ela das mãos da terrível gangue dos gafanhotos malvados! Bem, ingênuo que era o Poeta Menosqueu, foi pensando em ficar rico. Veio em sua mula Mustafá, trovando com seu banjo capenga ensaiando cantigas de amor, para cantar na presença de D. Crocante. Chegando diante dos portões percebeu que só havia ele. Mas mal ele sabia, que sua solidão era devido a nenhum príncipe ter coragem suficiente para enfrentar a gangue dos gafanhotos malvados, ele também não teria se soubesse da real história. Mas acho melhor estar sozinho, não gostava de pessoas concorrendo com ele.
Entrou então no reino de chocolate, estavam esperando: O Rei, os guardas e os brigadeiros do reino. Ao descer da mula Mustafá, Menosqueu se enrosca nas rédias e cai. Apoiando-se em D. Crocante, e descendo agarrou em suas calças e as deixou em mesmo nível que o chão. Fazendo os brigadeiros as faxineiras e todos segurarem a risada. D. Crocante, subiu a roupa real e foi falando em tom sarcástico, como se nada tivesse acontecido:
- É já vi que só tem você mesmo. Por isso não haverá disputa, pode ir pegá-la!
Menosqueu achou estranho, e perguntou:
- Mas pegá-la onde?- Achou se tratar de uma grande barra de ouro – Ela é grande? – completou a pergunta.
E dom Crocante respondeu:
- Sim grande um metro e setenta e cinco centímetros e você pode pegá-la atrás da Floresta dos Insetos. Mas antes você tem que assinar um contrato.
Menosqueu exitou um pouco, mas assinou sem ler mesmo, achou que se tratava de algum contrato para um emprego maior ou coisa assim.
Assinado, o rei diz:
- Agora vá, cavaleiro desastrado e traga minha filha com vida das mãos daqueles gafanhotos!
Menosqueu releu o contrato. Eis o que estava escrito:
Eu Menosqueu Petit Dou em troca da mão da jovem princesa Cacau todos os meus esforços para resgatá-la.
E a trarei viva, com seu pingente de diamantes.
E qualquer quebra de contrato dará ao rei D, Crocante controle total sobre a minha vida.
Menosqueu olhou aquilo e levou as mãos á testa como se martirizasse sua burrice. Não tinha coragem de lutar nem contra borboletas, quem dera gafanhotos malvados. Não tinha escolha o jovem, ou era tentar salvar a princesa ou era submissão pro resto da vida.
Menosqueu juntou suas coisas colocou seu banjo nas costas, montou em Mustafá e seguiu bufando e se punindo dizendo para ele mesmo:
- Oh, contrato desgraçado, ou contrato mal feito!
E seguiu, bem na entrada da floresta ouviu um zunido se aproximando uma vozinha fina irritante e fanha dizendo:
- Sai da frenteeee!
E em seguida uma batida muito forte nas costas que levaram o banjo, Menosqueu e Mustafá para frente deles mesmos.
Ele olha para trás se recompondo na mula e pergunta quem é ela. Ela responde que era Aluada a fada de companhia da princesa iria ajudá-lo a resgatar Cacau. Mas pediu ela que tivesse paciência, pois aquela gripe havia desregulado seus poderes. Menosqueu não sabia o perigo que corria estando sob a cautela de uma fada gripada. Começaram as caminhadas e Menosqueu ia se acostumando com as surpresas que vinham a cada espirro. A mais estranha foi à vaca que surgira do nada na sua frente, Mustafá assustou e deu um pulo ao ver o bovino que surgiu na sua frente. As labaredas, despencadas de sapos, salamandras cantantes eram simples detalhes depois daquela enorme vaca.
Enfim, chegaram ao esconderijo dos malvados gafanhotos. Menosqueu ficou quietinho esperando os guardas se recolherem enquanto tomava coragem para invadir.
Contou: Um, dois e quando ia sair correndo... Tropeçou em uma coisa que o fez fazer muito barulho e chamar a atenção de todo mundo. Olhou para baixo e viu algo pintado de vermelho com bolinhas pretas, reclamando com a voz embargada e uma garrafa de tequila a tira colo. Ele perguntou:
- O que é isso?
E a coisas respondeu:
- Isso? Isso foi a maior dançarina da noite da Europa, isso foi uma estrela um dia! Agora num passa de uma joaninha mendiga, que tem como companhia – pausa para soluço – a tequila.
Menosqueu ia responder as palavras da Joaninha alcoólatra quando os gafanhotos pegaram a todos, apenas a esperta mula se safou, pois se fingiu de morta na hora certa. Levaram Menosqueu, A fada moribunda e até a joaninha que não tinha nada a ver com aquilo entrou na dança.
No calabouço do Covil dos gafanhotos, estava Menosqueu algemado, A joaninha enjaulada que fazia todos os esforços possíveis para alcançar a garrafa de tequila, da qual fizeram a maldade de separá-las e Aluada numa redoma de vidro e a cada espirro mudava a cor, estava sentado e conformada com a gripe crônica.
Barulhos nas escadas assustaram o grupo de condenados ficaram em silêncio ouvindo a conversa entre os gafanhotos;
- Nossa, mas aquela princesa grita de mais! É fresca! Nossa não pode existir refém pior!
Responde o outro ser do mal:
- Sim, pior que aquela desgraçada escondeu aquele pingente em algum lugar que não sabemos onde está. Fez muito bem o chefe em escondê-la na: Grande Torre da Solidão, onde NENHUM amor pode alcançá-la.
O outro confirmou:
- Isso mesmo, fez muito bem!
A fadinha olhou para Menosqueu e tentou dizer com os lábios: “Eu sei onde é”. Mas Menosqueu não entendeu e ela repetiu, Menosqueu ainda não entendia. Ela foi tentar repetir de novo, quando um espirro a atacou sem avisar. Ele foi tão forte, mais tão forte quer deixou a sala rosa, Menosqueu maquiado como umas das concubinas do reino, a joaninha vestida para uma apresentação de gala. Mas também fez sumir todas as coisas que os prendiam naquele calabouço. Os gafanhotos guardas viraram bonecas de porcelanas.
Nunca um espirro tinha sido tão desejado. Saíram daquela prisão, encontraram Mustafá a mula covarde ainda se fingindo de morta.
Recuperaram-se e foram direto para: A Grande Torre da Solidão, onde NENHUM amor pode alcançá-la. Menosqueu conseguiu se livrar daquela maquiagem maldita. Mas as pequenas joaninhas bêbadas, que agora era membro daquele grupo, não quis tirar aquela roupinha e foi a caminho todo procurando inventar um número novo para o retorno a grande noite da Europa. Andaram muitas léguas, até chegar na: A Grande Torre da Solidão, onde NENHUM amor pode alcançá-la. Mas chegaram. Menosqueu e Aluada combinaram que ela tentaria transformar Mustafá num cavalo e a joaninha problemática em escudo e aquela bela garrafa da mais bela tequila mexicana em uma cortante espada. E assim tentou. Falou as paradas mágicas, mas na hora da de finalizar o feitiço ela deu uma fungada e Mustafá que era para se tornar um dragão, se tornou um cavalo marinho, a joaninha virou uma bela tampa de lata de lixo, e a garrafa se tornar uma bela vassoura.
Menosqueu viu-se enrascado, mas achou melhor não tentar concertar. Resolveu voar em seu cavalo marinho e sendo protegido pela sua tampa de lata de lixo e sua vassoura varrente. Mas durante a decolagem ele pensaria como faria para entrar lá. Já que a: A Grande Torre da Solidão, onde NENHUM amor pode alcançá-la, era enfeitiçada. A fadinha disse que um verdadeiro amor poderia entrar na tal: A Grande Torre da Solidão, onde NENHUM amor pode alcançá-la.
Agora sim ele estava confuso, nem ele sabia o que sentia, só sabia que deveria tentar resgatar a bela Cacau.
Ele vuou rapidamente em direção aquela janela, Mustafá nunca havia voada, ainda menos naquela velocidade. Mirou na janela, bem no meio, mas numa desequilibrada enroscou a vassoura no batente inferior da janela, rodopiou e caiu em cima da princesinha chorona. Encostado meio que sem querer os lábios nos lábios dela. Sim, foi um beijo roubado. Menosqueu sentiu uma sensação confusa, porém muito boa ao roubar sem querer aquele beijo.Idescritivel, diria. Reconpuseram-se daquele insidente e levantaram. Menosqueu ainda muito envergonhado e não tão diferente estava Cacau. Barulhos na escada denúnciavam a chegada dos gafanhotos. Nesse momento quebra o silêncio a bela princesa:
- Então, grande cavaleiro, o que faremos?
Menosqueu sem encontrar palavras fala para a bela princesa:
- Cavaleiro? - riu - Eu não sou cavaleiro, não sou da nobreza. Mas um pequeno poeta sou!
Cacau, espenatada disse:
- Mas papai sempre manda cavaleiros, porque mandou poetas desta vez?
Menosqueu:
- Não haviam cavaleiros corajosos o suficiente, nem poetas, mas uma coisa aqui dentro me dizia que deveria salvar você, confiar em mim e nos meus versos discretos!
A porta foi forçada alguamas vezes. A princesa recompos Mustafá, montou na mula-marinha e disse ao poeta:
-Vamos depois você declama esse poeminha, mas agora não temos tempo!
Menosqueu subiu na montaria, a fada aluada os esperava lá fora, e a cada espirro trocava a roupa dos gafanhotos-guardas, que tentavam acertá-la com pedras.
Subiram quase perto da lua, tão rápido que as lágrimas era extraidas de seus olhos. Mas enfim fugiram daquela torre onde a linda princesa do coração de chocolate que jamais derretia, estava aprisionada. Viajaram a noite toda. Menosqueu sentindo os cabelos de Cacau lamberem seu rosto. Nesse mesmo momento era impossivél não compor versos romanticos para aquele momento.
(Agora com certeza continua ....)