O toque de chamada já estava no seu quinto estágio, quando a voz mais doce do mundo:- Alô?- Alô, Lintina?- Menosqueu! Repassou com um ar feliz a voz do outro lado?-Oi, Lintina, como vai?Lintina notou algo errado na voz de Menosqueu, o conhecia profundamente, e outra, ele nunca perguntou como ela ia, sempre a tentava confundir com uma voz estranha oferecendo um produto ridículo, que de fato ela nunca compraria, só para tentar enganá-la, mas isso nunca deu certo. - O que aconteceu, meu anjo? – sempre o chamou assim. - Querida, conhece algum emplasto, para arrependimento, ou até mesmo pílulas que façam as coisas darem certo? – disse isso com o choro já modificando sua voz- O que acontece, amigo ? Sinto teu coração miúdo daqui!- Lintina, fiz muita coisa errada, muita coisa magoei-a imensuaravelmente, e não percebi isso, fui tolo... E antes mesmo que ele terminasse o fato, Lintina o interrompeu e disse:- Lindo, não aflija seu coração assim, as coisas darão certo se as coisas com você estiverem certas, engula esse choro e pense, venha aqui para casa, tomaremos um belo chá e organizaremos, toda essa bagunça dentro do seu coração, mas fique calmo!Despediram-se, ambos colocaram o telefone no gancho, e Menosqueu trocou de roupa e foi para a casa de Córner e Lintina.