Entrando no seu prédio, o porteiro chamou Menosqueu na guarita e lhe disse que Queróvida havia vindo buscar os documentos dos tais negócios. Menosqueu ouviu o que o porteiro lhe tinha lhe dito, não perguntou nada, disse obrigado e subiu para seu prédio dizendo a ele mesmo: - Apenas vibrações de um acorde mal tocado, aceite meu caro Eu, espere, e toque de novo!Seu estômago ainda doía e concluiu que não adiantava tocar os acordes um em cima do outro, tinha de esperar o tempo pará-las. E como sempre o Tempo estava presente na vida do nosso amigo. Em casa continuou a escrever a carta a Queróvida, não tinha certeza de que a entregaria mais, mas continuava escrevendo e esperava o momento certo, para tocar as notas e acordes certos. Mas a dúvida era: Qual é o momento certo, e se perder o compasso da música? Essas respostas ele não tinha uma teoria formada pra isso ainda. Só sabia que seu estômago doía e muito. O que o bêbado amigo não disse a Menosqueu é que as cordas quando vibram modificam a composição não só da musica dele, mas também de todos os outros, a vibração vai seguindo por toda a corda e modificando a sua anatomia logo deformando, e quando isso acontecesse? O que tinha de fazer? E se decidiu por apertar as cordas, bem firme, e se segurar no seu violão e jamais largá-lo. E independente do caminho, tentar compor a mais bela melodia, mas agora era tempo de esperar as cordas pararem, e pelo andar da carruagem, não demoraria muito e sobre apertar as cordas, isso era outro assunto. Sentou na escrivaninha e começou a escrever um texto para o Batista e como sempre estava atrasado. E não havia outro assunto para a crônica daquela noite a não ser: A Teoria das Cordas.